Jogo desenvolvido por estudantes da UFF para crianças com Síndrome de Down vence o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

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ilustração do jogo

Desenvolvido por alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e vencedor do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o Jogo de Estímulo a Crianças com Síndrome de Down em Idade Pré-Escolar (Jecripe), foi criado com o objetivo de auxiliar a terapia de crianças com Down, especialmente, entre três e sete anos de idade.

Criado por uma equipe de dez pessoas no MediaLab, que funciona no Campus da Praia Vermelha, o Jecripe acrescenta uma nova proposta aos jogos digitais. Diferente de outros disponíveis no mercado desenvolve habilidades cognitivas e permite que seja jogado no ritmo do próprio usuário. A idéia inovadora, conta o coordenador do projeto André Brandão, “surgiu pelo contato com a mãe e irmã fonoaudiólogas, que utilizavam outros jogos - não tão apropriados para a função - no tratamento de pacientes com Síndrome de Down”.

Mundo encantado

Dentro do Jecripe a criança viaja por um mundo encantando e colorido com Betinho - personagem com Síndrome de Down - realizando diversas atividades em três casas diferentes, narradas por uma voz feminina que encoraja o jogador.

A primeira é a Casa das Bolhas, onde a criança tem apenas que arrastar o mouse, estimulando a motricidade fina. Na Casa da Música, o exercício é imitar as coreografias feitas por Betinho ao som de músicas folclóricas. A última é a Creche da Vovó, onde o bebê Samuca, que também tem a síndrome, pede que a criança pegue brinquedos, desenvolvendo a aptidão de clicar e arrastar o mouse ao mesmo tempo.

As atividades, a voz amigável da narradora que elogia os acertos e a despedida no fim do jogo foram pensadas de modo a adequar-se ao público-alvo, que fica sempre convidado a retornar ao jogo. A identificação é o elemento fundamental na composição do Jecripe: desde personagens com as mesmas características até a mão de dedos curtos e grossos (característica do Down) como símbolo do jogo, reforçam a idéia de inclusão.
O Projeto Vai Continuar

Embora o jogo já represente um grande avanço neste segmento, ainda há o que ser melhorado e ampliado. André afirma que pretendem dar continuidade ao projeto e estender o número de atividades do Jecripe e, feito isso, até mesmo produzir jogos para idades mais avançadas. Para que isso ocorra, o MediaLab está a procura de financiamento – liberado anteriormente pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Já foram feitos cerca de três mil downloads do jogo e os resultados nas crianças tem sido satisfatórias. O Jecripe está disponível gratuitamente em http://www.jecripe.com/, mas é aconselhada a supervisão de um adulto durante o jogo. E para ser utilizado como tratamento, um especialista deve ser consultado.

Reportagem: Ana Sofia Bolina