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Física da Visão

 

Os sentidos e suas informações:

O ser humano é dotado de cinco sentidos: audição, olfato, paladar, tato e visão. Seus sentidos servem para dar informações sobre o mundo exterior ou sobre o que há com a própria pessoa, isto é, informações internas. Cada sentido possui uma forma de percepção, através de ondas sonoras (audição), luz (visão), temperatura ou formas físicas de objetos (tato), cheiros e gostos (olfato e paladar).
Alguns animais possuem determinado sentido mais aguçado que os outros. No homem, o sentido mais poderoso é o da visão, cujo órgão responsável é o olho, que é estimulado pela luz. Os estímulos luminosos chegam ao olho e depois seguem pelo nervo óptico até o cérebro, onde a informação será interpretada.

O olho humano: virando o mundo de cabeça para baixo

A imagem que se forma na retina é invertida, porém o cérebro recebe esta informação e a transforma novamente em imagem direita.
O olho humano é constituído pelo globo ocular, que pode ser representado como um aparelho óptico provido de uma lente, e por uma série de outros órgãos, nervos e músculos coordenados (ver figura 1).

O olho humano
Figura 1 – O olho humano.

Os raios de luz incidem sobre a córnea, onde são refratados. Depois, atravessam a câmara anterior que contém o humor aquoso, atingindo o cristalino e o humor vítreo. O cristalino converge os raios incidentes que atravessam o humor vítreo e vão de encontro à retina. A retina é a membrana mais interna das três que formam o globo ocular. Nela se encontram as células da visão. A imagem formada na retina é transformada em impulsos que atravessam o nervo óptico, chegando ao cérebro. Como se pode ver na figura 2, a imagem que se forma na retina é invertida, porém o cérebro recebe esta informação e a transforma novamente em imagem direita. O olho é capaz de perceber formas, cores e intensidade luminosa, mas mesmo sendo um instrumento muito sofisticado, podemos ser iludidos, ou sermos levados a dúvidas quanto ao que estamos vendo.

Formação da imagem no olho
Figura 2 – Formação da imagem no olho.

Ilusões óptica

É preciso mostrar que o que achamos que vemos, não sempre corresponde à realidade.

Ilusão de ótica
Victor Vasarely – Op-Art (Ver mais sobre Op-Art)

Ilusão de ótica

Sensação de Movimento:

Quando os olhos são fixados em um determinado objeto por um longo tempo, eles se cansam e perde-se uma parte da capacidade de visualizá-lo, e a imagem se torna confusa. Se mudarmos o ponto de fixação continuamente sobre diferentes pontos, evitando fixarmos a vista sobre o objeto, a imagem recai continuamente em segmentos da retina. Os músculos dos olhos permitem e auxiliam nesse processo a fim de obter uma percepção sempre correta do que está se vendo.
Pode-se demonstrar experimentalmente que os olhos também se movem, ao tentarmos fixar insistentemente sobre um objeto. É por isso que determinadas formas de disposição de linhas dão impressão de movimento. As imagens persistentes acabam cedendo lugar às novas imagens formadas pelos movimentos involuntários do olho, dando a sensação de movimento.

Ilusão de Ótica

 

 Efeito Rayleigh - Pontilhismo Pop-Art e Op-Art Ver mais sobre Criterio de Rayleigh

 

 

Mudando a distancia do observador ao quadro, as cores do mesmo mudam de acordo ao critério de Rayleigh. A certa distância os pontos desaparecem e em alguns casos se transformam dando efeitos de profundidade.

 

Efeitos de movimento

Quando o disco à esquerda gira por meio de um motor, o olho não consegue acompanhar o movimento e o que vemos é a figura à direita.

Efeitos de movimento: disco de Newton

Um círculo com diferentes cores , quando submetido a certa velocidade se transforma em um círculo branco, soma de todas as cores.

 

 

Daltonismo

As pessoas com daltonimo apresentam dificuldade na percepção de determinadas cores primárias, como o verde e o vermelho.


Visão normal

Cegueira para o vermelho e o verde

 

Esquerda

Direita

 

Esquerda

Direita

Em cima

25

29

Em cima

25

Nada

Ao centro

45

56

Ao centro

Nada

56

Abaixo

6

8

Abaixo

Nada

Nada

 

Braille

Braile

Tábua escrita em Braille.
Realizada por nossa oficinista e artista plástica Rose Queiroz em cerâmica sobre madeira.
Com ajuda de uma tabela com as letras em Braille e em tinta o participante do evento pode

aprender a ler a palavra escrita: 

PRECONCEITO 
 

Uma palavra que deveria ser destruída, eliminada do vocabulário mental.
As palavras podem ter cheiros associados ou cores. Mostramos uma que tem tudo isso: a palavra MAR.

 

 Decifrando as cores

  Imagine sua surpresa se você acordasse, um dia, e percebesse que não distinguia mais as cores, apenas alguns matizes borrados de cinza. As rosas não eram mais vermelhas, as violetas não eram mais azuis e até a tonalidade dos tomates tinha sido retirada. O arco-íris fora destituído de sua glória e a noite seguia-se ao dia não com a explosão de um crepúsculo, mas sim com um gemido de cinza.

 

Neste capitulo será estudado a forma como distinguimos as cores e de que maneira nosso cérebro reage ao fato de não ser mais possível visualizar diferentes cores. Será que nosso cérebro é capaz de “imaginar” o objeto colorido novamente?

Alguns desenhos interessantes e simples são capazes de simular a construção das cores em nosso cérebro.

Analisemos um dos desenhos que mais ilustra esta análise, a minhoca néon:

 

  

 

 

Decifando cores (arquivo doc)